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O tratamento de resíduos das indústrias alimentícias beneficia o meio ambiente. Veja como!

Aposto que você nunca tinha parado para pensar que, mesmo antes de chegar as nossas casas, as bebidas e os alimentos passam por um elaborado processo de fabricação que demanda grandes quantidades de água e energia. Todo esse processo, oriundo de uma indústria que só em 2017 faturou mais de R$ 600 bilhões, gera uma grande quantidade de resíduos, os quais são, em sua maioria, os efluentes industriais provenientes de lavagens de piso, abates e águas residuárias do processo de lavagem de equipamentos e máquinas e também resíduos sólidos.

Vale lembrar que os grande geradores de resíduos, entre os quais se insere a indústria de alimentos, são responsáveis, mediante a Lei nº 12.305/10, que institui a PNRS (Política Nacional dos Resíduos Sólidos), a implementar ações que contribuam para a destinação ambientalmente adequada dos rejeitos.


Quando não destinados corretamente, os efluentes e resíduos sólidos se tornam passivos ambientais para as empresas; e meios de contaminação e danos à natureza. Por isso, uma indústria alimentícia, consciente do seu papel para a preservação do meio ambiente, compreende os benefícios do tratamento dos resíduos que acaba gerando, benefícios esses que descreveremos a seguir.


1) Preservação da qualidade de recursos hídricos: Os resíduos líquidos oriundos do processo de produção de alimentos e bebidas se tornam poluentes e provocam um sério desequilíbrio no ecossistema aquático se descartados diretamente nos corpos d'água. Porém, um tratamento adequado além de preservar, pode inclusive contribuir com a qualidade dos recursos hídricos.


2) Reaproveitamento: Os resíduos sólidos e efluentes da indústria de alimentos e bebidas podem ser reutilizados em outras frentes, construindo um ciclo de valorização e transformação ambiental. Uma prática que podemos destacar é a reciclagem de efluentes, onde o lodo resultante do tratamento biológico passa a ser reaproveitado e encaminhado para a compostagem, uma das alternativas ambientalmente mais seguras, sustentáveis e que atende à legislação. Resíduos sólidos orgânicos como bagaços, cascas de frutas e legumes provenientes do processamento de alimentos, produtos vencidos ou fora de especificação, entre outros, podem se tornar em fertilizantes orgânicos compostos ricos em nutrientes e de grande valor para a agricultura e paisagismo.


3) Alternativa para diminuição da pressão em aterros sanitários: O descarte indevido dos resíduos no solo é capaz de atingir e contaminar o lençol freático, culminando em um ciclo completo de poluição da água que se torna prejudicial aos animais e a comunidade local, já que facilita a proliferação de doenças. Mas, com a destinação correta e ainda aderindo às práticas de reaproveitamento, as empresas alimentícias contribuem para a resolução dessa questão.


As empresas, caso não tenham espaço para construir sua própria Estação de tratamento de Efluentes (ETE), podem terceirizar o serviço com a contratação de uma empresa especializada que dispõe de estrutura para a realização do tratamento na modalidade offsite, não assumindo grande parte dos riscos operacionais, trabalhistas e ambientais, mas cumprindo os requisitos legais.


Todas essas alternativas respaldam a reputação e o posicionamento da empresa, criando uma cadeia de valor e um fortalecimento da imagem institucional perante seus stakeholders (clientes, parceiros, comunidade, etc.).


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Fontes:

https://meuresiduo.com/

https://www.teraambiental.com.br/

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